Conceitos Básicos de Auxiliar de Enfermagem

CONCEITOS BÁSICOS DE AUXILIAR DE ENFERMAGEM

 

Suporte ao Paciente 

Avaliação de Sinais Vitais 

 

A avaliação dos sinais vitais é uma das atividades fundamentais na prática de enfermagem. Os sinais vitais – temperatura, pulso, respiração e pressão arterial – fornecem informações essenciais sobre o estado fisiológico do paciente e auxiliam na detecção precoce de alterações clínicas. A correta aferição e interpretação desses sinais permite a identificação de anormalidades e a tomada de decisões adequadas para a assistência ao paciente.

Técnicas de Medição de Temperatura, Pulso e Respiração

A medição correta dos sinais vitais exige conhecimento das técnicas adequadas e do uso correto dos equipamentos. Segundo Potter e Perry (2018), os procedimentos devem seguir protocolos padronizados para garantir precisão e evitar erros na interpretação dos dados.

1. Medição da Temperatura Corporal

A temperatura corporal reflete o equilíbrio entre a produção e a perda de calor pelo organismo. Os valores normais variam entre 36,1°C e 37,2°C. A temperatura pode ser aferida por diferentes vias:

  • Oral: Realizada com termômetro digital ou de mercúrio, posicionado sob a língua.
  • Axilar: Mais comum na prática clínica, porém menos precisa.
  • Retal: Indicado para pacientes críticos, fornece valores mais exatos.
  • Timpânica (auricular): Mede a radiação térmica do tímpano, sendo rápida e eficiente.

A febre (≥ 38°C) pode indicar processos infecciosos, enquanto a hipotermia (≤ 35°C) pode ser sinal de choque ou exposição prolongada ao frio (BRASIL, 2021).

2. Medição do Pulso

O pulso representa a frequência e a força com que o sangue é impulsionado pelo coração. Os principais locais de palpação são:

  • Radial (mais comum) – na região do punho.
  • Carotídeo – indicado para avaliação rápida em emergências.
  • Femoral – usado para avaliação da circulação central.
  • Braquial, poplíteo e pedioso – utilizados em avaliações específicas.

Valores normais de frequência cardíaca:

  • Adultos: 60-100 bpm
  • Crianças: 80-120 bpm
  • Recém-nascidos: 100-160 bpm

A bradicardia (< 60 bpm) pode indicar problemas cardíacos ou uso de medicamentos como betabloqueadores, enquanto a taquicardia (> 100 bpm) pode ser causada por febre, dor ou desidratação (SANTOS et al., 2020).

3. Medição da Frequência Respiratória

A respiração deve ser avaliada observando os movimentos torácicos do paciente, preferencialmente sem que ele perceba para evitar alterações voluntárias. A frequência normal varia de acordo com a idade:

  • Adultos: 12-20 respirações por minuto
  • Crianças: 20-30
  • respirações por minuto
  • Recém-nascidos: 30-60 respirações por minuto

A taquipneia (> 20 rpm) pode ser causada por febre, ansiedade ou insuficiência respiratória. Já a bradipneia (< 12 rpm) pode indicar depressão do sistema nervoso central ou uso de sedativos (OLIVEIRA et al., 2021).

Pressão Arterial: Medição e Controle

A pressão arterial (PA) é a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias. A aferição correta é essencial para o diagnóstico de hipertensão ou hipotensão.

1. Técnica de Medição da Pressão Arterial

A medição da pressão arterial pode ser feita por métodos auscultatório (esfigmomanômetro + estetoscópio) ou oscilométrico (medidor eletrônico automático). O procedimento correto inclui:

  • Posicionar o paciente sentado, com o braço apoiado na altura do coração.
  • Utilizar um manguito adequado ao tamanho do braço.
  • Insuflar o manguito até 30 mmHg acima da pressão sistólica estimada.
  • Liberar o ar lentamente, identificando os sons de Korotkoff (1º som: sistólica, último som: diastólica).

Valores normais da PA segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC, 2020):

  • Normal: < 120/80 mmHg
  • Pré-hipertensão: 120-139/80-89 mmHg
  • Hipertensão estágio 1: 140-159/90-99 mmHg
  • Hipertensão estágio 2: ≥ 160/100 mmHg

A pressão arterial hipotensa (< 90/60 mmHg) pode indicar choque circulatório ou desidratação.

2. Controle da Pressão Arterial

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco cardiovascular. O controle envolve:

  • Dieta balanceada (redução de sódio e gorduras).
  • Atividade física regular.
  • Uso adequado de medicamentos anti-hipertensivos sob prescrição médica.

Pacientes hipotensos devem ser monitorados para evitar quedas e síncopes, especialmente idosos e pacientes críticos (FERNANDES et al., 2022).

Interpretação de Alterações nos Sinais Vitais

Alterações nos sinais vitais podem indicar condições clínicas graves e demandam avaliação detalhada. A tabela abaixo resume possíveis alterações e suas causas comuns:

Sinal Vital

Alteração

Possíveis Causas

Temperatura

Febre (> 38°C)

Infecção, inflamação, trauma

Hipotermia (< 35°C)

Exposição ao frio, choque circulatório

 

Pulso

Taquicardia (> 100 bpm)

Estresse, febre, hemorragia

Bradicardia (< 60 bpm)

Hipotermia, uso de betabloqueadores

 

Respiração

Taquipneia (> 20 rpm)

Ansiedade, insuficiência respiratória

Bradipneia (< 12 rpm)

Depressão do SNC, intoxicação

 

Pressão Arterial

Hipertensão (> 140/90 mmHg)

Doença renal, sedentarismo, estresse

Hipotensão (< 90/60 mmHg)

Hemorragia, desidratação, sepse

 

A equipe de enfermagem deve estar atenta a essas

alterações e comunicar imediatamente qualquer anormalidade ao profissional responsável para intervenção precoce (PEREIRA et al., 2021).

Considerações Finais

A avaliação correta dos sinais vitais é um procedimento essencial para a monitorização do paciente e a tomada de decisões clínicas. O conhecimento das técnicas de aferição, dos valores de referência e da interpretação de alterações permite a detecção precoce de problemas de saúde e a adoção de medidas preventivas e terapêuticas eficazes.

Referências

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Procedimentos para Enfermagem. Brasília, 2021. Disponível em: www.saude.gov.br. Acesso em: 06 mar. 2025.
  • FERNANDES, C. R.; SOUZA, M. P.; ALMEIDA, R. M. Monitorização dos Sinais Vitais e suas Implicações Clínicas. São Paulo: Manole, 2022.
  • OLIVEIRA, T. C.; SILVA, L. R.; SOUSA, E. J. Práticas de Enfermagem na Avaliação de Sinais Vitais. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
  • PEREIRA, J. A.; MORAES, D. C.; RIBEIRO, F. P. Fisiologia e Patologia dos Sinais Vitais na Prática Clínica. São Paulo: Atheneu, 2021.
  • POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA (SBC). Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Brasília, 2020.


Cuidados com Pacientes Acamados na Enfermagem

 

Os pacientes acamados requerem assistência contínua e cuidados especializados para garantir conforto, segurança e evitar complicações como lesões por pressão, infecções e desnutrição. Entre os principais cuidados estão a alimentação enteral, o manejo de dispositivos de eliminação (sondas, fraldas e coletores) e as técnicas adequadas de movimentação e transporte seguro. A correta execução desses procedimentos é essencial para manter a qualidade de vida dos pacientes e evitar riscos à sua saúde.

Alimentação Enteral e Cuidados com a Sonda

A alimentação enteral é indicada para pacientes que não conseguem ingerir alimentos por via oral, mas possuem o trato gastrointestinal funcional. Esse método permite a administração de nutrientes através de uma sonda posicionada no trato digestivo (BRASIL, 2021).

1. Tipos de Sondas

  • Sonda Nasogástrica (SNG): Inserida pelo nariz e posicionada no estômago, geralmente para uso temporário.
  • Sonda Nasoenteral (SNE): Chega até o intestino delgado, utilizada quando há risco de refluxo ou aspiração pulmonar.
  • Gastrostomia (SNG) e Jejunostomia (SNE): Inseridas cirurgicamente no estômago ou intestino, indicadas para uso prolongado.

2. Cuidados Essenciais com a Sonda Enteral

  • Verificação do posicionamento da sonda antes de cada administração de dieta ou medicação, para evitar riscos de aspiração.
  • Higienização da sonda com água filtrada ou soro fisiológico antes e após o uso, prevenindo obstruções.
  • Administração da dieta em temperatura ambiente, respeitando a prescrição nutricional.
  • Manutenção da cabeceira do leito elevada (30° a 45°) durante e após a alimentação para reduzir o risco de aspiração pulmonar (POTTER; PERRY, 2018).

A monitorização contínua é essencial para identificar sinais de intolerância à dieta, como distensão abdominal, náuseas e vômitos.

Cuidados com Eliminação (Sondas, Fraldas e Coletor)

Pacientes acamados frequentemente necessitam de dispositivos auxiliares para eliminação urinária e fecal, devido à restrição de mobilidade. O manejo adequado desses dispositivos previne infecções, lesões cutâneas e desconforto do paciente (SANTOS et al., 2020).

1. Sondas Vesicais

As sondas vesicais são utilizadas para drenagem urinária em pacientes com retenção urinária ou incontinência severa. Existem dois principais tipos:

  • Sonda de Alívio (Intermitente): Inserida para esvaziamento pontual da bexiga.
  • Sonda de Demora (Foley): Permanece na bexiga por longos períodos, conectada a um sistema de drenagem urinária.

Cuidados com a Sonda Vesical:

  • Higienizar a região perineal diariamente para evitar infecções do trato urinário.
  • Manter o sistema fechado e o saco coletor abaixo do nível da bexiga para evitar refluxo de urina.
  • Trocar a sonda conforme prescrição médica e monitorar sinais de infecção, como febre e urina turva.

2. Fraldas e Coletor de Fezes

O uso de fraldas descartáveis e coletores de fezes é comum em pacientes acamados. Para evitar complicações, recomenda-se:

  • Troca frequente das fraldas, a cada 3-4 horas ou sempre que necessário.
  • Higienização da pele com produtos suaves para evitar assaduras e dermatites.
  • Uso de barreiras protetoras, como cremes à base de óxido de zinco, para reduzir o contato da pele com a umidade.

A constipação e a diarreia são comuns em pacientes acamados, exigindo acompanhamento da equipe de enfermagem para ajustes na alimentação e hidratação (OLIVEIRA et al., 2021).

Movimentação e Transporte Seguro do Paciente

A imobilidade prolongada pode levar a complicações como atrofia muscular, trombose venosa profunda e úlceras por pressão. A movimentação segura do paciente é fundamental para prevenir esses problemas e garantir conforto (FERNANDES et al., 2022).

1. Técnicas de Movimentação no Leito

  • Mudança de decúbito a cada 2 horas,
  • para evitar lesões por pressão.
  • Uso de coxins e travesseiros para aliviar pontos de pressão e manter o alinhamento postural.
  • Mobilização passiva e ativa, incentivando movimentos para estimular a circulação sanguínea.

2. Transporte Seguro de Pacientes Acamados

Para transferências seguras entre leito e cadeira de rodas ou maca, recomenda-se:

  • Posicionar o paciente adequadamente, garantindo estabilidade antes da movimentação.
  • Utilizar técnicas de alavanca para reduzir o esforço do cuidador e minimizar riscos de quedas.
  • Uso de dispositivos auxiliares, como lençóis deslizantes e prancha de transferência, quando necessário.

Pacientes com restrição severa de mobilidade devem ser acompanhados por fisioterapeutas e enfermeiros especializados para prevenir complicações associadas à imobilidade (BRASIL, 2020).

Considerações Finais

O cuidado com pacientes acamados envolve medidas essenciais para garantir sua segurança, conforto e qualidade de vida. A alimentação enteral, o manejo correto das eliminações e a movimentação segura são aspectos fundamentais da assistência de enfermagem. A capacitação contínua dos profissionais e o uso de técnicas baseadas em evidências são fundamentais para minimizar complicações e proporcionar um atendimento humanizado e eficiente.

Referências

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para Cuidados de Enfermagem em Pacientes Acamados. Brasília, 2020. Disponível em: www.saude.gov.br. Acesso em: 06 mar. 2025.
  • BRASIL. Protocolo de Assistência Nutricional Enteral e Parenteral. Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: www.saude.gov.br. Acesso em: 06 mar. 2025.
  • FERNANDES, C. R.; SOUZA, M. P.; ALMEIDA, R. M. Mobilização e Prevenção de Complicações em Pacientes Acamados. São Paulo: Manole, 2022.
  • OLIVEIRA, T. C.; SILVA, L. R.; SOUSA, E. J. Cuidados de Enfermagem com Eliminação Urinária e Intestinal em Pacientes Dependentes. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
  • POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
  • SANTOS, R. M.; SOUZA, E. A.; OLIVEIRA, J. P. Assistência de Enfermagem na Manutenção de Sondas e Dispositivos de Eliminação. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 73, n. 3, p. 45-52, 2020.


Primeiros Socorros na Enfermagem

 

Os primeiros socorros são um conjunto de procedimentos de emergência realizados para manter a vida e minimizar danos até que a assistência médica especializada seja disponibilizada. O conhecimento sobre a abordagem inicial em emergências, as técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP) e o

atendimento a hemorragias, queimaduras e fraturas é fundamental para profissionais de enfermagem e socorristas, garantindo uma resposta rápida e eficaz diante de situações críticas.

Abordagem Inicial e Atendimento em Emergências

A abordagem inicial em emergências segue o protocolo ABC da vida:

  • A – Airway (vias aéreas): Garantir a permeabilidade das vias respiratórias.
  • B – Breathing (respiração): Avaliar se há respiração espontânea e eficiente.
  • C – Circulation (circulação): Verificar pulso e sinais de hemorragia grave.

Além disso, a avaliação primária deve incluir a verificação do nível de consciência, utilizando a escala AVDI:

  • A – Alerta (consciente e responsivo).
  • V – Responde a estímulos verbais.
  • D – Responde a estímulos dolorosos.
  • I – Inconsciente.

Se o paciente estiver inconsciente, sem respiração ou pulso, deve-se iniciar imediatamente a reanimação cardiopulmonar (RCP) (BRASIL, 2021).

Técnicas de Reanimação Cardiopulmonar (RCP)

A Reanimação Cardiopulmonar (RCP) é um procedimento essencial para restaurar a circulação sanguínea e a oxigenação do cérebro em casos de parada cardiorrespiratória (POTTER; PERRY, 2018).

Passos da RCP em Adultos

1.     Chamar ajuda (ligar para o serviço de emergência – 192 no Brasil).

2.     Posicionar o paciente em superfície rígida e plana.

3.     Iniciar compressões torácicas:

o    Posicionar as mãos no centro do tórax, entre os mamilos.

o    Realizar compressões com profundidade de 5 a 6 cm.

o    Ritmo de 100 a 120 compressões por minuto.

4.     Ventilações (se possível):

o    Após cada 30 compressões, realizar 2 ventilações boca-a-boca ou com máscara.

RCP em Crianças e Lactentes

  • Em crianças, a profundidade das compressões deve ser de 4 a 5 cm.
  • Em lactentes, a RCP pode ser feita com dois dedos no centro do tórax.

A utilização do Desfibrilador Externo Automático (DEA) deve ser feita assim que disponível, seguindo as instruções do equipamento para a aplicação do choque elétrico (AMERICAN HEART ASSOCIATION, 2020).

Atendimento a Hemorragias, Queimaduras e Fraturas

1. Hemorragias

A hemorragia é a perda excessiva de sangue, podendo ser externa (visível) ou interna (não aparente). O controle imediato da hemorragia é crucial para evitar choque hipovolêmico (BRASIL, 2022).

Procedimentos para controle de hemorragia externa:

  • Aplicar pressão direta com gaze estéril ou pano limpo sobre a ferida.
  • Se necessário, elevar o membro afetado para reduzir o fluxo sanguíneo.
  • Utilizar torniquete apenas em casos de sangramento severo em membros, e sempre com monitoramento para
  • evitar danos adicionais.

A hemorragia interna, comum em traumas e acidentes, pode ser identificada por sinais como palidez, sudorese e pulso fraco. Nesses casos, o paciente deve ser colocado em posição supina e encaminhado imediatamente para atendimento hospitalar (FERNANDES et al., 2021).

2. Queimaduras

As queimaduras são classificadas de acordo com sua profundidade:

  • 1º grau: Atinge apenas a epiderme, causando vermelhidão e dor (exemplo: queimaduras solares).
  • 2º grau: Atinge a derme, com formação de bolhas e dor intensa.
  • 3º grau: Atinge tecidos profundos, podendo destruir terminações nervosas, tornando a área sem sensibilidade (BRASIL, 2021).

Atendimento inicial às queimaduras:

  • Resfriar a área com água corrente fria por 10 a 20 minutos (não usar gelo).
  • Cobrir com gaze estéril ou pano limpo para evitar infecção.
  • Não romper bolhas nem aplicar substâncias caseiras (manteiga, pó de café).
  • Encaminhar ao hospital queimaduras extensas, em face, mãos, genitais ou que comprometam vias respiratórias.

Queimaduras químicas e elétricas exigem cuidados específicos e avaliação médica imediata (OLIVEIRA et al., 2020).

3. Fraturas

As fraturas podem ser fechadas (sem rompimento da pele) ou expostas (com rompimento da pele e risco de infecção). Os sinais incluem dor intensa, inchaço, deformidade e incapacidade de movimentação (POTTER; PERRY, 2018).

Procedimentos para fraturas:

  • Evitar movimentar a região afetada para não agravar a lesão.
  • Imobilizar o membro fraturado com talas ou materiais improvisados (como jornais ou pedaços de madeira).
  • Não tentar alinhar o osso nem forçar movimentação.
  • Manter o paciente confortável e evitar choque, cobrindo-o para preservar a temperatura corporal.

Nos casos de fratura exposta, além da imobilização, deve-se controlar a hemorragia e cobrir a ferida com curativo estéril antes do transporte para o hospital (SANTOS et al., 2021).

Considerações Finais

O conhecimento sobre primeiros socorros é essencial para garantir um atendimento rápido e eficaz em situações de emergência. A abordagem inicial correta, a realização da reanimação cardiopulmonar e o manejo adequado de hemorragias, queimaduras e fraturas podem salvar vidas e minimizar complicações. A capacitação contínua dos profissionais de enfermagem e a disseminação dessas técnicas para a população em geral são fundamentais para ampliar a segurança e a resposta em emergências.

Referências

  • AMERICAN HEART ASSOCIATION (AHA). Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Dallas: AHA,
  • 2020.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Primeiros Socorros. Brasília, 2021. Disponível em: www.saude.gov.br. Acesso em: 06 mar. 2025.
  • BRASIL. Atendimento a Emergências Traumáticas: Protocolo Nacional. Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: www.saude.gov.br. Acesso em: 06 mar. 2025.
  • FERNANDES, C. R.; SOUZA, M. P.; ALMEIDA, R. M. Técnicas de Atendimento em Emergências Clínicas e Traumáticas. São Paulo: Manole, 2021.
  • OLIVEIRA, T. C.; SILVA, L. R.; SOUSA, E. J. Queimaduras: Manejo Inicial e Tratamento na Atenção Primária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2020.
  • POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
  • SANTOS, R. M.; SOUZA, E. A.; OLIVEIRA, J. P. Primeiros Socorros na Enfermagem: Técnicas e Aplicações. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 74, n. 3, p. 45-52, 2021.
Voltar