HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR NA PANDEMIA
Módulo 2 – Produtos, Equipamentos e Procedimentos
1. Produtos de limpeza e equipamentos de proteção
A escolha dos produtos de limpeza deve considerar o tipo de superfície, a finalidade do procedimento e os riscos envolvidos.
Entre os produtos frequentemente utilizados nas escolas estão detergentes, limpadores apropriados e desinfetantes indicados para superfícies.
Os detergentes auxiliam na remoção de sujidades, enquanto os desinfetantes são utilizados quando há necessidade de reduzir a presença de microrganismos.
O álcool a 70%, em formulação adequada e quando indicado para determinada superfície, pode ser utilizado em situações específicas. Entretanto, nem todos os materiais são compatíveis com álcool, e seu uso exige cuidados devido à inflamabilidade.
As soluções à base de hipoclorito de sódio também podem ser empregadas quando indicadas, respeitando concentração, diluição, tempo de contato e compatibilidade com os materiais.
Cuidados essenciais com produtos químicos:
Os equipamentos de proteção individual, conhecidos como EPIs, devem ser definidos conforme os riscos das atividades.
Luvas apropriadas, calçados fechados e antiderrapantes, aventais e proteção ocular podem ser necessários, dependendo do procedimento e do produto utilizado.
O uso de EPIs não substitui o treinamento, a ventilação adequada e o cumprimento das instruções de segurança.
Aula 2 – Técnicas de higienização de salas, corredores e banheiros
Cada ambiente escolar apresenta características próprias e exige cuidados específicos.
Nas salas de aula, a limpeza deve contemplar pisos, mesas, cadeiras, maçanetas e outras superfícies utilizadas frequentemente.
Nos corredores e áreas de circulação, é importante remover resíduos, evitar o acúmulo de poeira e prevenir pisos escorregadios.
Os banheiros necessitam de atenção especial devido à utilização compartilhada e à possibilidade de contaminação por agentes infecciosos.
Procedimento básico para higienização de uma sala de aula:
1. Organizar os materiais e verificar os equipamentos necessários.
2. Garantir condições adequadas de
ventilação e segurança.
3. Recolher resíduos e descartar o lixo corretamente.
4. Remover a poeira utilizando métodos que evitem sua dispersão excessiva.
5. Limpar mesas, cadeiras e superfícies com produtos apropriados.
6. Realizar desinfecção quando indicada.
7. Higienizar o piso utilizando técnica e materiais adequados.
8. Verificar as condições do ambiente antes de liberar sua utilização.
Nos banheiros, recomenda-se utilizar materiais exclusivos ou devidamente diferenciados daqueles empregados em salas e áreas de alimentação.
Panos, escovas e outros utensílios utilizados em vasos sanitários não devem ser empregados em pias, mesas ou superfícies destinadas ao contato com alimentos.
A limpeza deve seguir uma sequência organizada, geralmente das áreas menos contaminadas para as mais contaminadas, evitando a transferência de sujeira.
Aula 3 – Higienização de refeitórios, brinquedos e materiais compartilhados
Os refeitórios escolares exigem cuidados relacionados tanto à limpeza do ambiente quanto à segurança dos alimentos.
Mesas, bancadas e outras superfícies precisam ser higienizadas conforme sua finalidade e as boas práticas sanitárias.
Produtos destinados a superfícies que entram em contato com alimentos devem ser apropriados para essa aplicação, respeitando as instruções de uso e eventual necessidade de enxágue.
Os brinquedos também merecem atenção, especialmente na educação infantil, em que as crianças frequentemente colocam objetos na boca.
Brinquedos laváveis devem ser higienizados com produtos compatíveis com seus materiais. Objetos que entram em contato com saliva precisam receber cuidados específicos antes de serem compartilhados novamente.
Materiais eletrônicos, como computadores e tablets, devem ser limpos conforme as orientações dos fabricantes, evitando excesso de umidade e produtos incompatíveis.
Cuidados importantes:
A organização dos procedimentos facilita o trabalho da equipe e contribui para a prevenção de contaminações cruzadas.
Estudo de caso – Módulo 2
Uma escola infantil observou que algumas crianças apresentavam episódios recorrentes de
problemas gastrointestinais.
Durante a revisão das rotinas de limpeza, a coordenação percebeu que os mesmos panos eram utilizados na higienização das mesas do refeitório e de outras superfícies da escola.
Também foi identificado que brinquedos compartilhados eram guardados sem limpeza adequada após atividades com crianças pequenas.
Análise do caso
As práticas observadas representavam riscos de contaminação cruzada.
Embora não seja possível afirmar que os episódios de doença tenham sido provocados exclusivamente por essas falhas, os procedimentos precisavam ser corrigidos.
Solução recomendada
A escola deve separar os materiais por ambiente e finalidade, estabelecer procedimentos específicos para refeitórios e brinquedos e orientar os profissionais responsáveis.
Erros comuns e como evitá-los
Aprendizado: a qualidade da higienização depende da escolha correta dos materiais e da execução organizada dos procedimentos.
Referências bibliográficas
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies. Brasília: Anvisa, 2012.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Nota Técnica nº 34/2020: recomendações e alertas sobre procedimentos de desinfecção em locais públicos realizados durante a pandemia da COVID-19. Brasília: Anvisa, 2020.
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Guia de implementação de protocolos de retorno das atividades presenciais nas escolas de educação básica. Brasília: MEC, 2020.
MINAS GERAIS. SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE. Protocolo Sanitário de Retorno às Atividades Escolares Presenciais no Contexto da Pandemia da COVID-19. Belo Horizonte: SES-MG, 2021.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Doença causada pelo coronavírus (COVID-19): limpeza e desinfecção de superfícies em ambientes não hospitalares. Orientações técnicas, 2022. Tradução livre do título original.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Doença causada pelo coronavírus (COVID-19): ventilação e ar-condicionado. Orientações técnicas, 2021. Tradução livre do título original.